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A Escola Técnica Estadual (Etec) Tereza Aparecida Cardoso Nunes de Oliveira, localizada na zona leste da Capital, estuda oferecer a partir do segundo semestre o curso de qualificação profissional para Instalador de Sistemas Fotovoltaicos. Com 200 horas de duração, a iniciativa está alinhada com o potencial do mercado de energia solar no Brasil, que tem crescido em participação na matriz, o que resulta em maior demanda por mão de obra especializada.

Para a professora do curso de Eletrotécnica, Adriana Ruescas, a oferta na área é um investimento estratégico da unidade porque existe mercado de trabalho no setor e essa atividade estimula o perfil empreendedor dos alunos. “Com um pequeno investimento inicial, o profissional qualificado já consegue trabalhar como instalador e atuar de forma autônoma,” analisa.

Segundo Adriana, o interesse dos que fazem os cursos do eixo de Controle e Processos Industriais pelo tema energia solar é visível quando eles apresentam os Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCCs). Cerca de 70% dos projetos são desenvolvidos nessa área. “A cada ano, os alunos estão mais engajados com a preservação ambiental e as fontes renováveis de energia estão entre as opções mais atraentes para capacitação”, afirma.

Tão relevante quanto o aspecto ambiental é a economia que esse tipo de energia traz para os usuários. O investimento inicial para instalação de um gerador pode ser compensado em sete anos e, após esse período, não haverá mais custos com energia. “Também é possível lucrar com o excedente de energia. Em geral, cada estação de geração consome apenas 50% do que é capaz de produzir”, completa.

Para começar o curso, a Etec está montando o Laboratório de Eficiência Energética. Os equipamentos foram adquiridos por meio de parcerias da unidade com a Universidade de São Paulo (USP) e com a empresa PHB Solar: 15 placas fotovoltaicas e 3 inversores. Professores e alunos participaram de um treinamento em junho com o professor Roberto Zilles da USP e com o técnico Roberto Valer da PHB Solar.

Bom para o meio ambiente e bom para o bolso

Aluno do terceiro módulo do curso técnico de Eletrotécnica, Rafael do Nascimento Dias é um dos entusiastas do assunto e já trabalha como instalador de sistemas fotovoltaicos. “Eu me interessei pela fonte solar porque permite gerar a energia que vou consumir. Outra vantagem é que ela representa o menor impacto ambiental possível”, explica. Rafael é sócio da RND Tecnologia Elétrica, especializada na instalação de kits fotovoltaicos, energia elétrica e sistema de segurança eletrônica.

Segundo balanço energético da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério das Minas e Energia, embora a energia solar tenha a menor participação na matriz energética brasileira, é a que acumulou as médias mais altas de crescimento nos últimos dois anos. Entre 2016 e 2018, ela expandiu cerca de 200% e ultrapassou a participação da energia nuclear na matriz energética brasileira.

A cidade de São Paulo é líder na distribuição de energia elétrica e no uso de energia de fontes renováveis, que respondem por cerca de 90,3% do total gerado pelo Estado. Outra fonte renovável que registrou crescimento foi a das usinas térmicas movidas a biomassa (bagaço de cana e resíduos florestais), com alta de 3,9%. Enquanto a capacidade das usinas hídricas permaneceu estável, nos últimos dois anos.

FONTE

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